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sábado, 21 de junho de 2014

Como Treinar o Seu Dragão 2 X Muppets 2: Para todas as idades

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)


Entra em cartaz quase simultaneamente duas produções que, a princípio, são dedicadas ao público infantil. No entanto, sabe-se que hoje em dias esses filmes tentam apelar para uma plateia mais ampla e incluem elementos para espectadores mais velhos.

Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2) conta a luta de Soluço e Bangela contra um maldoso vilão. Drago pretende controlar todos os dragões para conseguir conquistar o mundo. O pai de Soluço quer travar guerra contra o malvado, com quem já teve um encontro traumático no passado. Já Soluço, agora com 20 anos de idade, acha que há espaço para negociações e convencimento.

Em Muppets 2: Procurados e Amados (Muppets Most Wanted), o grupo sai em turnê europeia com seu show. A viagem é apenas parte do plano do novo empresário do grupo (Ricky Gervais, de Caindo no Mundo) para executar grandes roubos por onde passa a trupe. Isso só é possível porque Caco foi substituído por Constantine, um prisioneiro fugitivo do gulag siberiano.


Por causa da turnê, o longa tem cenas em Berlim, Dublin e Londres. A aventura dos dragões continua restrita ao mundo nórdico, apesar de evidências de que os vikings estiveram em solo americano. Talvez esse tema esteja presente em um terceiro filme.

Uma arma importante das marionetes nessa disputa pelo público são as participações especiais de famosos. Além de Gervais como vilão, Tina Fey (A Seleção) na pele de uma guarda e Ty Burrell (Modern Family) como agente da Interpol; há um monte de outros nomes no elenco. Em alguns momentos, se o público piscar, perde a participação especial.

De novidade no elenco, Como Treinar o Seu Dragão 2 tem apenas Cate Blanchett (Caçadores de Obras-Primas) em um papel escrito especialmente para ela, Djimon Hounsou (Forças Especiais) como vilão e Kit Harington (Game of Thrones) na voz do guerreiro Eret. Outra desvantagem é que suas participações só serão percebidas em cópias legendadas, algo raro para o circuito exibidor brasileiro no mundo das animações.


Por outro lado, fãs do filme anterior dos Muppets terão de se desapegar dos personagens de Jason Segel (Bem-Vindo aos 40) e Amy Adams (O Homem de Aço) – os dois não aparecem na sequência. Há despedidas no filme dos dragões, mas que não devem ser adiantadas no texto para que o potencial lacrimogênio seja preservado.

Outra marca dos Muppets são os números musicais, com canções envolventes, coreografias complexas e cenas memoráveis. Para não dizer que não há base de comparação, Como Treinar o Seu Dragão 2 conta com um pequeno momento musical, mais simples, mas com uma boa dose de ternura.

De modo geral, o vencedor dessa disputa será diferente dentro do coração da cada espectador. Para quem procura por uma história mais emotiva e com dramas mais fortes, os dragões serão os eleitos. Para quem quer um entretenimento mais leve e mais momentos de risadas, Muppets 2 é a opção correta.

Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2)
Roteiro e Direção: Dean DeBlois
Elenco: Jay Baruchel, Cate Blanchett, Gerard Butler, Craig Ferguson, America Ferrera, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, T.J. Miller, Kristen Wiig, Djimon Hounsou, Kit Harington
Duração: 102 minutos
País: EUA

Nota: 8

Muppets 2: Procurados e Amados (Muppets Most Wanted)
Direção: James Bobin
Roteiro: James Bobin, Nicholas Stoller
Elenco: Ricky Gervais, Ty Burrell, Tina Fey, Steve Whitmire, Eric Jacobson, Dave Goelz, Bill Barretta, David Rudman, Matt Vogel, Peter Linz
Duração: 107 minutos
País: EUA

Nota: 7,5

segunda-feira, 2 de junho de 2014

A Culpa É das Estrelas: A receita da emoção

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)


O cinema é uma obra coletiva. Portanto, o resultado final de um filme é a soma de muitos esforços e fatores. Os fãs do livro A Culpa É das Estrelas especulam se a transformação das páginas em cenas projetadas na tela foi triunfante. Com esse público em mente (e também para quem não conhece o livro), vamos dissecar a receita do filme A Culpa É das Estrelas.

A história

Hazel (Shailene Woodley, de Os Descendentes) é uma jovem que luta contra o câncer no pulmão. Em um grupo de apoio para pacientes, ela conhece Gus (Ansel Elgort, de Carrie, a Estranha) e um encantamento instantâneo nasce entre os dois. O moço venceu sua batalha contra a doença, o que lhe custou parte da perna.

Gus joga seu charme para conquistar o coração de Hazel, mas a garota acha que é melhor ater-se na amizade. Ela teme que sua doença terminal só faça mal a Gus depois que morrer, mas o rapaz persiste em seus empenhos.


Assim como Gus em relação a Hazel, a criação do escritor John Green tem muitos elementos para seduzir o leitor. O amor juvenil, de preferência aquele que nasce apenas com um olhar, é um forte ponto de partida para esse flerte. O sucesso da franquia Crepúsculo (2008-2012) é a prova do impacto desse sentimento na literatura e no cinema.

Um fator a ser considerado é a presença do câncer no enredo, como um constante lembrete da finitude da vida e um catalisador da urgência dos personagens. Histórias de amor entre pacientes com câncer são recorrentes e emocionantes, seja entre jovens como em Inquietos ou entre adultos em Tudo por Amor (1991).

Os atores

O amor juvenil é um bom ponto de partida, mas que não chega longe sem os atores certos para comover. Em A Culpa É das Estrelas, os responsáveis por essa missão são famosos e talentosos.


Há anos que Shailene Woodley é apontada como uma estrela em ascensão. No entanto, a concretização das previsões só se deu mais recentemente. Depois da elogiada participação em Os Descendentes, ela estava escalada para viver Mary Jane Watson em O Espetacular Homem-Aranha, mas suas cenas foram cortadas na versão final.

A atriz só voltou a chamar atenção quando assumiu o posto de protagonista em Divergente, outra adaptação cinematográfica de literatura juvenil. Com os bons resultados nas bilheterias, Shailene tem trabalho garantido até 2017, quanto está programada a estreia do último filme da franquia.

Quem também está comprometido com Divergente é Ansel Elgort, no papel dor irmão da protagonista, mas sua carreira no cinema é mais recente do que da parceira de cena. Portanto, A Culpa É das Estrelas tem um casal formado por dois atores em carreiras promissoras, o que é mais um aspecto positivo.


A emoção

Há temas emocionantes e atores determinados. Para garantir a emotividade máxima, o filme conta com uma trilha musical escolhida a dedo, que inclui Bon Iver e Ed Sheeran, entre outros.

Nesse sentido, outro recurso explorado são as falas. Mensagens encorajadoras com uma boa dose de consciência do destino que aguarda os personagens temperam os diálogos. No fim, o resultado é altamente lacrimogênio. OK? OK.

A Culpa É das Estrelas (The Fault in Our Stars)
Direção: Josh Boone
Roteiro: Scott Neustadter, Michael H. Weber
Elenco: Shailene Woodley, Ansel Elgort, Nat Wolff, Laura Dern, Sam Trammell, Willem Dafoe, Lotte Verbeek
Duração: 125 minutos
País: EUA

Nota: 7

sábado, 13 de julho de 2013

Estreias da semana

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)

O Cavaleiro Solitário

John Reid é um advogado que passa por uma experiência de quase-morte. Depois disso, decide dedicar sua vida à levar justiça ao Velho Oeste na companhia do índio Tonto.

MAIS:
Matéria: 80 anos de aventuras (SaraivaConteúdo)
Vídeo: O que esperar de O Cavaleiro Solitário? (Quadro a Quadro)


A Cidade É uma só?

Moradores da Ceilândia vivem as consequências da segregação social que criou a cidade-satélite. Nancy é uma cantora com músicas de cunho social e Dildu é candidato a deputado distrital por um partido pequeno.

A mistura de documentário e ficção funciona, trazendo verdade e carisma para o assunto. Contudo, as cenas são irregulares, com momentos brilhantes lado a lado com outros infelizes.

A Cidade É uma só?
Roteiro e Direção: Adirley Queirós
Elenco: Dilmar Durães, Wellington Abreu, Nancy Araújo, Rosa Maria, Yuri Pierri
Duração: 73 minutos
País: Brasil

Nota: 6

O Homem de Aço

Na adolescência, Clark Kent descobre ser alienígena criado por humanos e passa a vida para investigar suas origens. Ele descobre uma pista importante, bem quando um vilão poderoso chega à Terra.

MAIS:
Matéria: 80 anos de aventuras (SaraivaConteúdo)
Vídeo: Dos quadrinhos para o cinema (Quadro a Quadro)


A Voz Adormecida

No governo franquista na Espanha, Pepita (María León) é uma empregada doméstica alheia à política. Por outro lado, sua irmã Tensi (Inma Cuesta, de Branca de Neve) está presa por envolvimentos com movimentos contrários ao ditador fascista.

As injustiças e a falta de liberdade de um regime totalitário são o combustível para a emotividade do drama. A gradação no roteiro garante lágrimas no final da sessão.

A Voz Adormecida (La voz dormida)
Direção: Benito Zambrano
Roteiro: Ignacio del Moral, Benito Zambrano
Elenco: Inma Cuesta, María León, Marc Clotet, Daniel Holguín, Ana Wagener
Duração: 128 minutos
País: Espanha

Nota: 7

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Estreias da semana

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)


Adeus, Minha Rainha

Nos primeiros dias da Revolução Francesa, os moradores de Versalhes não sabem o que fazer. Uma dessas pessoas é Agathe (Léa Seydoux, de Missão: Impossível - Protocolo Fantasma), que trabalha como leitora para a rainha Maria Antonieta (Diane Kruger, de A Hospedeira).

Há muita tensão psicológica, o que é positivo quando se conta uma história cujo desfecho é conhecido de todos. O vício verborrágico francês causa um pouco de cansaço, mas as cenas rodadas in loco dão autenticidade.

MAIS:
Visão Estrangeira: Benoît Jacquot (BRCine)

Adeus, Minha Rainha (Les adieux à la reine)
Direção: Benoît Jacquot
Roteiro: Benoît Jacquot, Gilles Taurand
Elenco: Léa Seydoux, Diane Kruger, Virginie Ledoyen, Noémie Lvovsky, Xavier Beauvois, Michel Robin
Duração: 100 minutos
País: França, Espanha

Nota: 6

Adeus, Minha Rainha foi visto no Festival Varilux 2013.
O filme estreou no Rio de Janeiro em 14 de junho.


Chamada a Cobrar

Dalva (Cida Almeida, de Dona Anja) é uma aposentada que recebe uma ligação telefônica para avisá-la do suposto sequestro de sua filha. Desesperada, ela segue as instruções do criminoso.

A premissa é muito difícil de se segurar por mais de uma hora. Não há flashbacks ou outros recursos para ganhar tempo. No final, o filme se perde entre gêneros e propostas.

Chamada a Cobrar
Roteiro e Direção: Anna Muylart
Elenco: Cida Almeida , Maria Manoela, Lourenço Mutarelli, Pierre Santos, Tatiana Thomé
Duração: 72 minutos
País: Brasil

Nota: 3

Chamada a Cobrar foi visto no Festival do Rio 2012.

O Lugar onde Tudo Termina

Luke recorre ao crime para conseguir dinheiro para sustentar o filho recém-nascido e tentar reconquistar Romina.

MAIS:
Crítica cômica: 3 em 1 – por Moura


Universidade Monstros

Mike e Sully vão à faculdade para se tornarem assustadores profissionais. O que um dia será uma sólida amizade, começa como uma rivalidade.

A Pixar esqueceu-se (ou faz questão de não lembrar) de emocionar em seus filmes. No começo, o foco era o roteiro. Agora, a prioridade é encher a tela com personagens que possam se transformar em rentáveis brinquedos.

MAIS:
Matéria: Personagens revisitados: as sequências da Pixar (SaraivaConteúdo)

Universidade Monstros (Monsters University)
Direção: Dan Scanlon
Roteiro: Robert L. Baird, Daniel Gerson, Dan Scanlon
Elenco: Billy Crystal, John Goodman, Steve Buscemi, Helen Mirren, Peter Sohn, Joel Murray, Sean Hayes, Dave Foley, Charlie Day, Alfred Molina
Duração: 110 minutos
País: EUA

Nota: 5

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Estreias da semana

por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)

Angie

Uma artista abandona o Brasil e percorre os Estados Unidos. Ela leva uma vida nômade na tentativa de fugir do passado.

LEIA MAIS:
Crítica do filme (BRCine)

O Carteiro

Victor é um carteiro curioso do interior do Rio Grande do Sul. Ele se apaixona pela nova moradora do vilarejo e decide violar suas correspondências. Seu objetivo é atrapalhar o namoro à distância da moça.

LEIA MAIS:
Crítica do filme (Cinequanon)


Chamada de Emergência

Uma telefonista (Halle Berry, de A Viagem) do 911 atende a ligação de uma adolescente (Abigail Breslin, de Noite de Ano Novo) que diz ter sido sequestrada. A atendente desconfia que o criminoso seja um serial killer.

A perseguição dá uma injeção de adrenalina nos dois primeiros terços do filme. Infelizmente, o roteiro se empolga demais e passa dos limites no final, que ganha ares de sadismo.

Chamada de Emergência (The Call)
Direção: Brad Anderson
Roteiro: Richard D'Ovidio
Elenco: Halle Berry, Abigail Breslin, Morris Chestnut, Michael Eklund, David Otunga, Michael Imperioli, Justina Machado, José Zúñiga
Duração: 94 minutos
País: EUA

Nota: 5

Juan e a Bailarina

Todos os anos, os moradores de um asilo temem pelas férias da enfermeira. Em sua ausência, um jovem toma seu posto e maltrata os idosos. Eles resolvem se unir para derrotar o vilão.

LEIA MAIS:
Crítica: Microcosmo maduro


Oblivion

Jack (Tom Cruise, de Jack Reacher: O Último Tiro) e Victoria (Andrea Riseborough, de W.E. – O Romance do Século) são os únicos humanos na Terra. Sua missão é acompanhar a coleta de energia pela água do mar. Depois, se juntarão ao resto da humanidade em Titã, uma vez que o planeta foi devastado em uma guerra nuclear contra alienígenas.

Jack já desconfia que nem tudo é como lhe foi contado. A chegada de Julia (Olga Kurylenko, de Sete Psicopatas e um Shih Tzu), uma mulher que habita seus sonhos, fará com que suas suspeitas aumentem.

A construção do mistério é realmente instigante, conforme o espectador descobre fragmentos da verdade aos poucos. O problema é que, se houver atenção aos detalhes, alguns furos no roteiro ficam evidentes.

LEIA MAIS:
Entrevista com atrizes (SaraivaConteúdo) – em breve

Oblivion
Direção: Joseph Kosinski
Roteiro: Joseph Kosinski, Karl Gajdusek, Michael Arndt
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo
Duração: 126 minutos
País: EUA

Nota: 5

Vocês Ainda não Viram Nada

Um dramaturgo morre e seus último pedido é que os atores de sua companhia teatral assistam a uma nova montagem de sua peça. Ao verem o espetáculo, eles relembram seus papéis.

LEIA MAIS:
Crítica: A magia do palco

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os Croods: Fauna criativa

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)


Às vezes o cenário em que se passa a história de um filme é o aspecto mais interessante. Assim como Avatar, esse tipo de surpresa acontece em Os Croods (The Croods).

Uma família de homens das cavernas precisa se mudar porque a região onde moram está repleta de terremotos e lava. No caminho, encontram um monte de animais estranhos, que não existiram de verdade e são misturas de seres que conhecemos. Os nomes dados nesse texto são inventados por mim, já que no filme esses animais não são nomeados. Veja alguns deles:

Gatarara

Ele parece um gato doméstico gigante (do tamanho de um elefante), com apenas duas mudanças: as presas de tigre dente-de-sabre e as cores fortes de sua pelagem.

Corugato

“Outro gato”, como diria Chaves. Esse tem profundos e enormes olhos alaranjados, além de penas acinzentadas. Ele é mais furtivo e agressivo do que seu primo colorido, apesar de terem tamanhos aproximados.

Jacãoré

Esse espécime é encontrado pelo filho da família e demonstra toda a agitação e fidelidade caninas. A única diferença é a bocarra.

Ratefante

As orelhas, a tromba e as presas são de origem paquiderme. Por outro lado; o rabo, o pelo, o tamanho e a postura o aproximam mais dos camundongos.

Carnássaro

Esses pássaros coloridos botam grandes ovos que são a base de alimentação dos Croods. Os chifres retorcidos e a mania de trombar em seus inimigos são características emprestadas dos carneiros.

Passaranha

Essas pequenas aves parecem inofensivas, mas sua ferocidade e o fato de caçarem em bando as transformam em uma das mais terríveis ameaças. Em pouco tempo, elas consomem um animal de grande porte, como fazem as piranhas.

Peixetruz

Apesar de terem o rabo e até uma nadadeira de peixe, esse pássaro vive na terra e não voa. Ele pode parecer estranho e desengonçado, mas seus dentes afiados são de dar medo. Todavia, a abundância de carne o transforma em alvo de caça.


Os Croods (The Croods)
Roteiro e Direção: Kirk De Micco, Chris Sanders
Elenco: Nicolas Cage, Emma Stone, Ryan Reynolds, Catherine Keener, Cloris Leachman, Clark Duke, Chris Sanders, Randy Thom
Duração: 98 minutos
País: EUA

Nota: 6

sexta-feira, 15 de março de 2013

Estreias da semana

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)

Anna Karenina

Uma aristocrata russa casada começa a se envolver amorosamente com um conde. O amante tem fama de mulherengo, mas isso não impede a protagonista de levar adiante o caso.

LEIA MAIS:
Crítica: Como esconder a ousadia


A Busca

Um casal está separado, mas a principal preocupação deles no momento é em encontrar o filho (Brás Antunes), que fugiu de casa para encontrar o avô (Lima Duarte, de Colegas). O pai (Wagner Moura, de O Homem do Futuro) pega a estrada e no caminho percebe seus erros na relação com o garoto.

A motivação do protagonista é suficiente para deixar o público interessado, mas há problemas na direção. Muitos encontros dramáticos que ele tem enquanto procura saber o paradeiro do filho causam risadas na plateia. Como a resposta cômica não foi planejada, ela acontece porque as marcações de cena estão equivocadas.

LEIA MAIS:
Cobertura: Diretor elogia Wagner Moura por atuação “cheia de nuances” (SaraivaConteúdo)

A Busca
Direção: Luciano Moura
Roteiro: Luciano Moura, Elena Soarez
Elenco: Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima, Brás Antunes
Duração: 96 minutos
País: Brasil

Nota: 5

A Busca foi visto no Festival do Rio 2012.


Cinzas e Sangue

Depois que o marido morreu, Judith (Ronit Elkabetz, de A Banda) se isolou com os filhos em Marselha. Dez anos depois ela retorna com a família à Romênia para um casamento. Sua chegada reascende conflitos do passado.

A volta de um membro da família por conta de uma celebração faz com que todos relembrem suas pendências. O tema já foi usado em outros títulos: O Casamento de Rachel (2008) e Feliz Natal (2008), para citar alguns. Nessa produção os conflitos são multiplicados porque os visitantes são um grupo inteiro.

Cinzas e Sangue (Cendres et sang)
Roteiro e Direção: Fanny Ardant
Elenco: Ronit Elkabetz, Abraham Belaga, Marc Ruchmann, Claire Bouanich, Olga Tudorache, Ion Besoiu, Tudor Istodor, Madalina Constantin, Razvan Vasilescu, Andrei Aradits, Ion Cosma
Duração: 105 minutos
País: França, Romênia, Portugal

Nota: 5

A Fuga

Um casal de irmãos tem de mudar seus planos de fuga depois de um acidente automobilístico. Ele segue pela floresta gelada, ela vai pela rodovia. Liza consegue carona com Jay, que também tem algo a esconder.

LEIA MAIS:
Texto comparativo: Pietá X A Fuga: Tabu e coragem

Pietá

Gang-Do cobra dívidas de empréstimos e faz uso da violência para que as contas fechem. Uma mulher começa a segui-lo e diz ser sua mãe. A aproximação muda a rotina solitária do protagonista, o que o afeta mais do que gostaria.

LEIA MAIS:
Texto comparativo: Pietá X A Fuga: Tabu e coragem


Qual o Nome do Bebê?

Um jantar em família ganha contornos de um acalorado debate quando o futuro papai Vincent (Patrick Bruel, de Paris-Manhattan) anuncia a intenção de batizar seu filho como Adolphe. As similaridades com o nome do ditador nazista é o estopim das discussões, que geram momentos engraçados.

Há muito texto e praticamente só um cenário, o que não consegue esconder as origens teatrais do roteiro. Os desdobramentos das discussões sobre os significados (não só etimológicos) dos nomes trazem um interesse maior a linguistas pelo filme.

Qual o Nome do Bebê? (Le prénom)
Roteiro e Direção: Alexandre de La Patellière, Matthieu Delaporte
Elenco: Patrick Bruel, Valérie Benguigui, Charles Berling, Guillaume de Tonquedec, Judith El Zein, Françoise Fabian
Duração: 109 minutos
País: França, Bélgica

Nota: 6


Super Nada

Um ator (Marat Descartes, de 2 Coelhos) consegue a chance de participar do programa televisivo de seu ídolo (Jair Rodrigues, de Caminho dos Sonhos). O que parece ser a oportunidade de uma vida transforma-se em mais um tormento na vida de Guto.

Em seu filme anterior, Corpo (2007), o diretor Rubens Rewald incluiu cenas de exercícios teatrais na trama do thriller investigativo. A mistura não deu certo naquela ocasião. Ao criar um roteiro que abraça esses recursos do palco, o saldo é muito mais positivo. A nova produção brinca de enganar o público, que não sabe em que lado está da barreira entre realidade e encenação.

LEIA MAIS:
Cobertura: Jair Rodrigues no papel de comediante decadente (SaraivaConteúdo)

Super Nada
Direção: Rubens Rewald, Rossana Foglia
Roteiro: Rubens Rewald
Elenco: Marat Descartes, Cristiano Karnas, Clarissa Kiste, Jair Rodrigues, Denise Weinberg
Duração: 94 minutos
País: Brasil, México

Nota: 8