Mostrando postagens com marcador Mexicano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mexicano. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de março de 2013

Estreias da semana

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)

Anna Karenina

Uma aristocrata russa casada começa a se envolver amorosamente com um conde. O amante tem fama de mulherengo, mas isso não impede a protagonista de levar adiante o caso.

LEIA MAIS:
Crítica: Como esconder a ousadia


A Busca

Um casal está separado, mas a principal preocupação deles no momento é em encontrar o filho (Brás Antunes), que fugiu de casa para encontrar o avô (Lima Duarte, de Colegas). O pai (Wagner Moura, de O Homem do Futuro) pega a estrada e no caminho percebe seus erros na relação com o garoto.

A motivação do protagonista é suficiente para deixar o público interessado, mas há problemas na direção. Muitos encontros dramáticos que ele tem enquanto procura saber o paradeiro do filho causam risadas na plateia. Como a resposta cômica não foi planejada, ela acontece porque as marcações de cena estão equivocadas.

LEIA MAIS:
Cobertura: Diretor elogia Wagner Moura por atuação “cheia de nuances” (SaraivaConteúdo)

A Busca
Direção: Luciano Moura
Roteiro: Luciano Moura, Elena Soarez
Elenco: Wagner Moura, Lima Duarte, Mariana Lima, Brás Antunes
Duração: 96 minutos
País: Brasil

Nota: 5

A Busca foi visto no Festival do Rio 2012.


Cinzas e Sangue

Depois que o marido morreu, Judith (Ronit Elkabetz, de A Banda) se isolou com os filhos em Marselha. Dez anos depois ela retorna com a família à Romênia para um casamento. Sua chegada reascende conflitos do passado.

A volta de um membro da família por conta de uma celebração faz com que todos relembrem suas pendências. O tema já foi usado em outros títulos: O Casamento de Rachel (2008) e Feliz Natal (2008), para citar alguns. Nessa produção os conflitos são multiplicados porque os visitantes são um grupo inteiro.

Cinzas e Sangue (Cendres et sang)
Roteiro e Direção: Fanny Ardant
Elenco: Ronit Elkabetz, Abraham Belaga, Marc Ruchmann, Claire Bouanich, Olga Tudorache, Ion Besoiu, Tudor Istodor, Madalina Constantin, Razvan Vasilescu, Andrei Aradits, Ion Cosma
Duração: 105 minutos
País: França, Romênia, Portugal

Nota: 5

A Fuga

Um casal de irmãos tem de mudar seus planos de fuga depois de um acidente automobilístico. Ele segue pela floresta gelada, ela vai pela rodovia. Liza consegue carona com Jay, que também tem algo a esconder.

LEIA MAIS:
Texto comparativo: Pietá X A Fuga: Tabu e coragem

Pietá

Gang-Do cobra dívidas de empréstimos e faz uso da violência para que as contas fechem. Uma mulher começa a segui-lo e diz ser sua mãe. A aproximação muda a rotina solitária do protagonista, o que o afeta mais do que gostaria.

LEIA MAIS:
Texto comparativo: Pietá X A Fuga: Tabu e coragem


Qual o Nome do Bebê?

Um jantar em família ganha contornos de um acalorado debate quando o futuro papai Vincent (Patrick Bruel, de Paris-Manhattan) anuncia a intenção de batizar seu filho como Adolphe. As similaridades com o nome do ditador nazista é o estopim das discussões, que geram momentos engraçados.

Há muito texto e praticamente só um cenário, o que não consegue esconder as origens teatrais do roteiro. Os desdobramentos das discussões sobre os significados (não só etimológicos) dos nomes trazem um interesse maior a linguistas pelo filme.

Qual o Nome do Bebê? (Le prénom)
Roteiro e Direção: Alexandre de La Patellière, Matthieu Delaporte
Elenco: Patrick Bruel, Valérie Benguigui, Charles Berling, Guillaume de Tonquedec, Judith El Zein, Françoise Fabian
Duração: 109 minutos
País: França, Bélgica

Nota: 6


Super Nada

Um ator (Marat Descartes, de 2 Coelhos) consegue a chance de participar do programa televisivo de seu ídolo (Jair Rodrigues, de Caminho dos Sonhos). O que parece ser a oportunidade de uma vida transforma-se em mais um tormento na vida de Guto.

Em seu filme anterior, Corpo (2007), o diretor Rubens Rewald incluiu cenas de exercícios teatrais na trama do thriller investigativo. A mistura não deu certo naquela ocasião. Ao criar um roteiro que abraça esses recursos do palco, o saldo é muito mais positivo. A nova produção brinca de enganar o público, que não sabe em que lado está da barreira entre realidade e encenação.

LEIA MAIS:
Cobertura: Jair Rodrigues no papel de comediante decadente (SaraivaConteúdo)

Super Nada
Direção: Rubens Rewald, Rossana Foglia
Roteiro: Rubens Rewald
Elenco: Marat Descartes, Cristiano Karnas, Clarissa Kiste, Jair Rodrigues, Denise Weinberg
Duração: 94 minutos
País: Brasil, México

Nota: 8

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Festival Latino: Escolas de cinema

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: • (?)

Acompanhe a cobertura completa do Festival de Cinema Latino-Americano aqui.

Que Viva a Água

O curta consegue lidar bem com a questão existencial que está em seu cerne. Uma professora descobre ter uma doença terminal, mas vai ao trabalho normalmente. Lá, uma colega está deprimida porque uma celebridade está no hospital. Com andamento na medida certa, o filme não força nas comparações.

Que Viva a Água (Que viva el agua)
Direção: Cecilia Kang
Roteiro: Virginia Roffo
Elenco: ?
Duração: 15 minutos
País: Argentina

Nota: 6


A Ponte

A impressão que fica é que foco da animação está em mostrar sua técnica antes de contar a história sobre um casal de vizinhos. Eles se comunicam pelas janelas de seu apartamento até que algo proíbe a conversa. Cada plano é pensado para dar chance para que o talento dos animadores seja apresentado.

A Ponte (El Puente)
Roteiro e Direção: Agostina Ravazzola
Elenco: -animação-
Duração: 8 minutos
País: Argentina

Nota: 4


Do Lado de Fora

O garoto Plínio ganha um boneco que se transforma em um menino. O teor fantástico não é suficiente para que o público acredite que o protagonista mora com sua avó. A atriz que aparentemente a interpreta é jovem demais para o papel. Se ela for a empregada e avó está fora de cena, o roteiro foi falho ao não deixar isso claro.

Roteiro e Direção: Matheus Peçanha, Paulo Vinícius Luciano
Elenco: Paulo Henrique de Oliveira, Emmanuel Corrêa e Castro, Andréa do Valle
Duração: 19 minutos
País: Brasil

Nota: 5

O Menino e o Mar

A história de uma garoto que foge de casa para conhecer o mar mistura ternura com assuntos sérios. Por outro lado, nada justifica um ritmo tão arrastado para o filme. As animações nos créditos e a trilha musical são pontos elogiáveis.

O Menino e o Mar (El Niño y el Mar)
Direção: Patricia Soledad Asses
Roteiro: ?
Elenco: ?
Duração: 18 minutos
País: Argentina

Nota: 4


Não Peça a Deus

O thriller de ação tem seus méritos na direção de câmera. Infelizmente o trabalho de edição de som traz falhas primárias. O enredo é sobre um homem misterioso que exerce poder sobre outras pessoas, por meio da violência. Os atores têm momentos irregulares, mas há um toque de mistério na história que mantém o espectador interessado.

Roteiro e Direção: Fernando Dalberto
Elenco: Esio Magalhães, Alexandre Caetano, Verônica Fabrini, Eduardo Osorio, Gustavo Valezi
Duração: 12 minutos
País: Brasil

Nota: 5


Da Origem

Mais uma vez o experimentalismo fica a frente da narrativa, mas infelizmente não há competência técnica suficiente para validar a empreitada. O curta sobre o cotidiano de homens pré-históricos não convence no aspecto visual, principalmente no figurino e na maquiagem que parecem saídos dos palcos do teatro.

Roteiro e Direção: Fábio Baldo
Elenco: Fernando Galdino, Will Santana, Clayton Marques, Daniel Torres, Cícero Torres, Renato Izepp
Duração: 19 minutos
País: Brasil

Nota: 3

Da Origem foi visto no Festival Lume 2012.


Quando o Céu Desce ao Chão

A produção prima em mostrar a rotina urbana de Sofia, uma cozinheira aspirante a atriz. Ela está prestes a ir morar com o namorado, mas surge confusão em sua cabeça. A direção tem grande potencial, mas há sinais de prepotência – o curta é em preto e branco sem qualquer justificativa que não seja afetação, por exemplo. Nas mãos de um produtor de pulso firme, o futuro promete.

Direção: Marcos Yoshi
Roteiro: Marcos Yoshi, Tom Butcher
Elenco: Sofia Botelho, Gabriel Bodstein, Rafael Losso, Adão Filho
Duração: 17 minutos
País: Brasil

Nota: 7

O Baile de Três Cochonilhas

O filme mexicano mantém o equilíbrio entre uma proposta estética que dá espaço para o talento sem se esquecer de apresentar uma premissa interessantes. É necessário algum tempo para entender o enredo e a narrativa não é entregue de forma didática. O público é convidado a usar sua inteligência.

O Baile de Três Cochonilhas (El Baile de Tres Cochinillas)
Roteiro e Direção: Esteban Arrangoiz
Elenco: ?
Duração: 11 minutos
País: México

Nota: 8

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Biutiful



Sinopse: Uxbal tem de cuidar sozinhos dos seus filhos com o dinheiro que ele ganha com seus serviços, nem todos legais. Sua ex-esposa tem problemas mentais e ele descobriu ter um câncer terminal.


Ficha Técnica
Biutiful
Direção: Alejandro González Iñárritu
Roteiro: Alejandro González Iñárritu, Armando Bo, Nicolás Giacobone
Elenco: Javier Bardem, Maricel Álvarez, Hanaa Bouchaib, Guillermo Estrella, Eduard Fernández
Duração: 147 minutos
País: Espanha, México


 por Bruno Palma

(Spoilerômetro: •)

Biutiful conta a história de Uxbal - interpretado por Javier Bardem -, um pai de dois filhos que lida com uma ex-mulher completamente desequilibrada e com os problemas envolvendo seu arriscado trabalho, ilegal, já que lida com trabalhadores sem autorização de entrada na Espanha, mas ao mesmo tempo com um senso humanitário. A vida de Uxbal começa a ruir por completo quando ele recebe a triste notícia de que está morrendo.

Apesar de trabalhar com aspectos já desenvolvidos em outros de seus filmes - como a dificuldade gerada pela diferença de línguas e culturas de Babel -, em Biutiful, Iñárritu foge do que parecia ser sua fórmula. Dessa vez o diretor mexicano não conta histórias distintas com pontos de conexão entre si.

Ao invés disso, a mesma história carrega uma porção de elementos dos mais diversos, de romance e relação familiar a preconceito, drogas, sexualidade mal resolvida e até um pouco do mundo sobrenatural. Iñárritu poderia muito bem explorar com maior profundidade qualquer um desses vieses, inclusive o estado terminal da doença do protagonista. Se seguisse esse caminho, poderia facimente cair em clichês e acabar transformando seu filme numa cafonice melodramática. A solução foi deixar os elementos ali, só aparentes, sem nenhuma resolução. O resultado é interessante e instigante, já que deixa em aberto uma série de questões.

Não tem como não dizer que o grande trunfo do filme é Javier Bardem. Sua atuação é brilhante e comove, não através de exageros, mas justamente por ser o tempo todo contida, dando uma carga emocional extremamente pesada e sombria a seu personagem. Maricel Álvarez, que faz o papel de Marambra, o complicado par romântico de Uxbal, não fica atrás e chega até a roubar a cena em dados momentos.