por Edu Fernandes
Spoilerômetro: • (?)
Enquanto se assiste a Bem Amadas (Les bien-aimés), experimenta-se uma mistura de novidade com pequenas lembranças do passado. E não porque a história do filme acompanhe uma mãe e uma filha desde meados dos anos 60 até os dias de hoje. Os motivos são outros.
Por ser um filme de Christophe Honoré, o ar blasé melancólico permeia todas as cenas e personagens. Por outro lado, o diretor comanda uma trama mais acessível do que Em Paris (2006), por exemplo. Outra novidade é que Bem Amadas é um musical, com canções blasés e nada animadas, é claro.
O primeiro número musical é cantado por Ludivine Sagnier. A atriz já tinha feito tal façanha em 8 Mulheres (2002), no qual protagoniza a primeira coreografia. No filme mais recente, ela atua em francês e tcheco e soma outro idioma para sua carreira – ela já atuou em inglês em outros filmes, como O Dublê do Diabo.
Em Bem Amadas, Ludivine é Madeleine, uma mulher um tanto impulsiva que não consegue fazer seu coração escapar de Jaromil (Rasha Bukvic, de Coco Chanel e Igor Stravinsky), um médico tcheco. Quando são mais velhos, o casal é vivido por Catherine Deneuve (Um Conto de Natal) e Milos Forman (Tenha Fé).
Coincidentemente, Ludovine e Catherine interpretam mãe e filha em 8 Mulheres. Na vida real, Deneuve é mãe de Chiara Mastroianni (Americano), que também faz o papel de sua filha em Bem Amadas. Ela é Véra, uma professora que se apaixona por Henderson (Água para Elefantes), um músico americano. A homossexualidade dele é um obstáculo para o amor.
Chiara atuou em um filme anterior de Honoré, Não, Minha Filha, Você não Irá Dançar (2009). Outro ator que é figura repitida nas fitas do cineasta é Louis Garrel. Como em A Bela Junie, o galã blasé interpreta novamente um professor.
Entre os déjà vus e as novidades de Bem Amadas, o filme termina sem coesão. Se fosse optado por uma trilogia, com a história contata do ponto de vista de um personagem diferente em cada parte; talvez a sensação de unidade narrativa ficasse mais forte. Um típico caso de dividir para conquistar.
Bem Amadas (Les bien-aimés)
Roteiro e Direção: Christophe Honoré
Elenco: Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve, Ludivine Sagnier, Louis Garrel, Milos Forman , Paul Schneider, Radivoje Bukvic
Duração: 139 minutos
País: França, Reino Unido, República Tcheca
Nota: 6
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sexta-feira, 13 de julho de 2012
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Solomon Kane – O Caçador de Demônios
Sinopse: Solomon Kane faz um voto de não-violência para evitar que sua alma seja condenada ao Inferno, mas o mundo em que vive está devastado, por causa de um tirano que escraviza o povo.
Ficha Técnica
Solomon Kane – O Caçador de Demônios (Solomon Kane)
Roteiro e Direção: Michael J. Bassett
Elenco: James Purefoy, Max von Sydow, Rachel Hurd-Wood, Patrick Hurd-Wood, Pete Postlethwaite, Alice Krige, Anthony Wilks, Samuel Roukin
Duração: 104 minutos
País: França, República Tcheca, Reino Unido
Na média
por Edu Fernandes
(Spoilerômetro: •)
Na primeira sequência de Solomon Kane – O Caçador de Demônios (Solomon Kane), o protagonista é apresentado como um guerreiro experiente. Ele é tão competente no que faz que o próprio Demônio encomenda a alma dele. Para escapar do Inferno, o herói faz um voto de não-volência e coloca o fim em sua carreira.
O espectador que foi assistir a um filme de ação sabe que em algum momento esse código de conduta será posto à prova e Solomon voltará a participar de batalhas sangrentas. O problema é que esse ponto de virada demora a acontecer e o filme ganha uma barriga narrativa. Depois do marasmo, o fã do personagem poderá conferir combates violentos que envolvem lâminas e tiros.
Solomon Kane foi criado por Robert E. Howard, que também é “pai” de Conan e Red Sonja. Para quem acompanha a obra dele, há algumas referências leves no roteiro. Mesmo assim, marinheiros de primeira viagem no universo de Howard não ficarão perdidos.
Apesar de se passar no século XVII, Solomon Kane – O Caçador de Demônios é ambientado em um mundo que pode ser classificado como medieval fantástico. No entanto, o nível de magia desse mundo é bem baixo, menor até do que a Terramédia de Tolkien. Portanto, as batalhas são quase todas travadas entre seres humanos, sem criaturas fantásticas zanzando por todo canto.
O interessante do universo em que a trama se desenvolve está no fato de coexistirem a fé cristã ao lado da magia do folclore europeu. A forma como essas duas crenças convivem é bem retratado no roteiro em breves falas dos personagens.
Para ajudar o leitor que curte filmes do mesmo gênero de Solomon Kane, a melhor avaliação é situá-lo entre seus iguais. A nova fita não chega a empolgar como a trilogia O Senhor dos Anéis, mas também não decepciona como Eragon.
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