sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Sherlock Holmes






Sinopse: O detetive Sherlock Holmes, ao lado do Dr. Watson, enfrenta um misterioso vilão que parece ter voltado da tumba para destruir a Inglaterra.


Ficha Técnica
Sherlock Holmes
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Michael Robert Johnson, Anthony Peckham, Simon Kinberg
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong
Duração: 128 minutos



Sherlock modernoso
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: •)
O novo filme protagonizado pelo detetive mais famoso da literatura mescla o respeito com suas origens com a atualização a uma linguagem mais moderna. Um exemplo desse equilíbrio em Sherlock Holmes pode ser percebido na questão do consumo de drogas. No século XIX, época em que as aventuras de Holmes foram escritas por Arthur Conan Doyle, substâncias como a cocaína não eram ilegais. No filme, não fica explícito como o detetive consegue o estado alterado da mente e as ressacas que isso provoca, mas ele é retratado como um junkie.

Os fãs da literatura ficarão satisfeitos com as referências aos livros e ao universo de Holmes, com as localizações* e os personagens secundários clássicos. Por outro lado, as cenas de luta e o estilo do diretor Guy Ritchie (RocknRolla) podem incomodar os mais puristas. O ritmo narrativo e as afetações na montagem tão características do cineasta se fazem presente na fita, para o bem ou para o mal.

A estrutura geral do roteiro também segue o modelo dos contos do detetive. Grande mistério, alta dose de dedução inteligente e até o momento em que a mente brilhante de Holmes explica o ocorrido fazem parte do enredo.

Depois de ser altamente elogiado por sua performance em Chaplin (1992), o ator Robert Downey Jr. volta a encarnar um personagem clássico britânico, desta vez ficcional. Ele é responsável pelo charme de anti-herói de Holmes e cairá nas graças dos apreciadores do seriado House. A dupla Holmes e Watson nesse filme deixa bem clara qual foi a inspiração para a relação entre House e Wilson na série televisiva.

O espectador é convidado a entrar em um fascinante mundo de aventura, fisgado por uma instigante trilha musical logo na sequência de abertura. As peças compostas por Hans Zimmer (Anjos e Demônios) concedem uma levada ágil que encaixa-se perfeitamente no estilo de Guy Ritchie.

* Fato Dude: A casa de Sherlock Holmes nesse filme já serviu como o lar de Sirius Black no filme Harry Potter e a Ordem da Fênix.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Alvin e os Esquilos 2




Sinopse: Depois de conquitarem a fama mundial, os Esquilos têm novos desafios. Dessa vez eles enfrentam as pressões do ambiente escolar e um grupo musical rival, formado pelas Esquiletes.


Ficha Técnica
Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel)
Direção: Betty Thomas
Roteiro: Jon Vitti, Jonathan Aibel, Glenn Berger, Jason Lee
Elenco: Zachary Levi, David Cross, Jason Lee, Justin Long, Matthew Gray Gubler, Jesse McCartney
Duração: 88 minutos


Faltou música no musical
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: •)

Antes de qualquer consideração ser feita, um aviso aos fãs de Jason Lee: sua participação em Alvin e os Esquilos 2 (Alvin and the Chipmunks: The Squeakquel) está muito mais no roteiro do que nas sua presença em cena. Ao contrário do que sugere o trailer, ele na verdade só aparece em pouquíssimas cenas. A função de adulto responsável na nova aventura é exercida por um primo atrapalhado de Dave – interpretado por Zachary Levi (Chuck).

Mesmo com os personagens principais sendo cantores que conhecem pares românticos igualmente musicais, a franquia continua carecendo de números musicais. Destaque para a versão fofinha de Hot n Cold, de Kate Perry, que no longa é interpretado pelas Esquiletes. Se mais momentos dessa categoria fossem incluídos, enriqueceriam o filme.

Falando em música, a dublagem brasileira resolveu dublar duas canções mudando as letras das músicas sem a mesma competência das versões das animações da Disney, um vício tão antigo quanto detestável. E quem quiser ouvir o idioma original terá de esperar pelo DVD.

Alvin e os Equilos 2 é mais uma prova da terrível influência dessa mania pudica que assola a produção infanto-juvenil encabeçada pelos seriados da Disney. Para quem ouviu histórias infantis em que a princesa precisava de um beijo na boca para chegar ao final feliz, essa tendência de resolver os casos amorosos com ingênuos e mornos abraços é extremamente irritante.