quinta-feira, 29 de abril de 2010

Estreias da Semana



X Aproximação (Disengagement) — Você nunca pode fugir de seu passado

A Casa Verde — Um filme como você nunca viu.

Homem de Ferro 2 (Iron Man 2) — Tony Stark está de volta.

Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works) — É difícil ser genial.


X Reestreia em Brasília e Maceió.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A Casa Verde





Sinopse: O Professor acabou de concluir o reciclador universal, seu mais importante invento. Jordão, o malvado dono do lixão de Vale Verde, não gostou nada da novidade e fará de tudo para que o aparelho não entre em funcionamento.



Ficha Técnica
A Casa Verde
Roteiro e Direção: Paulo Nascimento
Elenco: Nicola Siri, Zé Victor Castiel, Ingra Liberato, Alice Nascimento, Fernanda Moro
Duração: 75 minutos
País: Brasil


Origens gaúchas
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: penúltimo parágrafo)

O cinema gaúcho é muito problemático: quando o nome de Jorge Furtado não está envolvido (no roteiro, direção ou produção) os resultados tendem a ser catastróficos, salvo raras exceções. Para a infelicidade da filmografia brasileira, A Casa Verde é uma dessas esquisitas produções dos pampas.

O mais triste de toda a situação é o que esse filme para a carreira de Paulo Nascimento. Em Valsa para Bruno Stein, o diretor mostrou que tinha algo de positivo para oferecer, mesmo tratando-se de uma fita mediana. A Casa Verde, no entanto, parece um passo – ou um salto gigantesco – para trás. A esperança é que dele volte a sua antiga forma e reconquiste o posto de promessa cinematográfica gaúcha.

O enredo se desenvolve paralelamente em dois universos. No mundo real, com direção de fotografia escura demais, um quadrinista luta para finalizar uma história, tendo de lidar pelo telefone com uma editora chata e tentar dar atenção a sua namorada.

Contudo, a maior parte do filme se passa no Vale Verde, cenário onde aconte a HQ escrita no mundo real. Nesse universo paralelo, o filme abusa do visual, usando a técnica de rotoscopia, mas sem o mesmo apuro de Waking Life. No final, a aparência fica algo entre o live action e a animação.

Mesmo com ousadia na imagem, não há o que salve o decepcionante roteiro. Para se ter uma ideia, quando o público já acha que não há como o filme piorar, a heroína resolve cantar um hip-hop eco-chato para distrair os guardas do vilão!

A Casa Verde poderia muito bem ser mais um filme da Xuxa, porém sem as celebridades no elenco para arrebanhar público.

Garota Fantástica





Sinopse: A mãe de Bliss é fascinada por concursos de beleza e a força a participar deles. Na verdade, a garota quer escapar da pequena cidade texana onde vive e vê no esporte sobre patins Roller Derby a chance de ser feliz.


Ficha Técnica
Garota Fantástica (Whip It)
Direção: Drew Berrymore
Roteiro: Shauna Cross
Elenco: Ellen Pagem, Marcia Gay Harden, Kristen Wiig, Drew Barrymore, Juliette Lewis, Jimmy Fallon
Duração: 111 minutos
País: EUA


Juventude eterna
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

Desde os cinco anos de idade, Drew Barrymore trabalha como atriz. Depois de uma adolescência conturbada, Drew voltou as telas e, já adulta, aventurou-se como produtora de filmes. Ávida por novos desafios, ela estreia na direção com o independente Garota Fantástica (Whip It) – e também faz um participação em cena. Atrás das câmeras, Barrymore apresenta um trabalho consistente, apesar de alguns enquadramentos parecidos com telefilmes.

O filme fala do Rolley Derby, um violento esporte sobre patins que fez relativo sucesso na década de 1970. Apesar da história se passar nos dias de hoje, a produção adota a estética dessa época e usa cores quentes em suas cenas. A sonoridade de parte da trilha musical também acompanha o rock desse período, com algumas canções mais novas convivendo em harmonia.

O elenco (ver ficha técnica acima) é formado por atores de fama mediana e grande talento. A atmosfera bem jovial e o clima esportivo agitam o ritmo. Com todos esses elementos alinhados parece que estamos diante daqueles bons títulos que passam repetidamente na Sessão da Tarde – que assistimos sempre que possível.

Há muitas cenas de partidas de Rolley Derby, mas o espectador não precisa se preocupar em ser um especialistas nas regras do esporte. A emoção está mais na superação da carismática protagonista do que nas jogadas em si.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Top Bilheterias

Confira o ranking nacional de bilheterias:

1. Alice no País das Maravilhas
2. Chico Xavier
3. Caçador de Recompensas
4. Uma Noite Fora de Série
5. Como Treinar o Seu Dragão
6. As Melhores Coisas do Mundo
7. A Estrada
8. Zona Verde
9. O Livro de Eli
10. Dupla Impacável

# estreias

Conforme o esperado, Tim Burton estreou (com mais de 40 dias de atraso) na liderança. Quase 900 mil pessoas foram ver a sombria obra inspirada nos livros de Lewis Caroll. O problema é que semana que vem estreia Homem de Ferro 2 e as cópias de Alice ficarão restritas ao circuitos de salas 3D. Resta saber se os ingressos mais caros desse tipo de projeção serão suficiente para manter o filme no posto mais alto do ranking.

Homem de Ferro 2



Sinopse: O governo dos Estados Unidos exige que Tony Stark entregue a armadura do Homem de Ferro para o Exército. Na Rússia, Ivan Vanko constrói outra arma semelhante para vingar-se da família Stark. Enquanto isso, a indústria Hammer tenta criar algo para continuar viva como concorrente no mercado de armas.

Ficha Técnica
Homem de Ferro 2 (Iron Man 2)
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Justin Theroux
Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson
Duração: EUA
País: 124 minutos


Super herói com personalidade
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: trailer)

De Super-Homem (1978) para cá, muitos filmes de super heróis saídos das histórias em quadrinhos foram produzidos. Nos últimos anos, essas produções consolidaram-se como um novo gênero cinematográfico. Com isso, o espectador consegue comparar melhor os títulos e até identificar aqueles que apenas atem-se à fórmula e estão fadados ao esquecimento.

A boa notícia é que Homem de Ferro 2 (Iron Man 2) chega para mostrar já ser possível se fazer uma franquia de super herói com características próprias. Seguindo o exemplo de seu antecessor, o filme conta com o mesmo tipo de humor – muito focado no caráter cafajeste e narcisista de seu protagonista.

Outro traço que se mantém na nova aventura de Tony Stark é a trilha musical formada por canções de sucesso de clássicas bandas de rock. The Clash, AC/DC e Queen ajudam a agitar algumas cenas.

Os fãs que acompanham as notícias sobre a produção de Homem de Ferro 2 já sabem que Viúva Negra e Chicote Negro (que não são uma dupla de peões de boiadeiro) são alguns dos novos personagens apresentados na fita. O roteiro, no entanto, ousa em não usar tais codinomes famosos nas HQs. Eles são sempre tratados apenas como Natalia e Ivan, sem que os não-leitores de quadrinhos precisem quebrar a cabeça para associar o dobro de nomes.

Esses mesmos fãs também sabem que existe um plano muito maior da Marvel por traz desse blockbuster. O cenário para o filme Os Vingadores continua a ser traçado, mas é melhor não ficar muito empolgado, já que não se adiantam tantas novidades assim.


quinta-feira, 22 de abril de 2010

“Chamar cada coisa pelo seu nome correto”

 por Edu Fernandes

Spoilerômetro: variável (ver o número do tópico)

Nossa missão no Cine Dude é encaminhar o espectador certo para o filme certo, afinal é você que paga o ingresso. Por conta disso, cada filme é analisado levando em consideração seu gênero e público-alvo. Outros críticos preferem outra linha de trabalho e Inácio Araújo, da Folha de São Paulo, parece ser um deles.

Recentemente ele escreveu em seu blog um texto (cheio de spoilers) sobre As Melhores Coisas do Mundo e discordo de muitas coisas que ele expôs. Com o perigo de ser tachado de superficial ou qualquer outro adjetivo negativo, vou seguir a mesma estrutura de tópicos para dar outro ponto de vista sobre a questão.

1.  Inácio critica negativamente a cena em que Mano perde a virgindade e a câmera sai de foco dizendo que esse recurso é “uma espécie de covardia, de não mise-en-scène”.  Vale lembrar que os atores de As Melhores Coisas do Mundo são, em sua maioria, menores de idade, e estamos em um momento em que tristes notícias de pedofilia aparecem diariamente nos noticiários.
Qualquer escolha um pouco mais ousada por parte da diretora Laís Bodanzky (no texto do Inácio o nome dela está com a grafia errada) poderia ser vista com maus olhos, nesse cenário tão fragilizado em que é ao mesmo tempo necessário e perigoso falar da sexualidade na adolescência.
No filme O Leitor, há cenas de sexo com o protagonista adolescente, mas as filmagens foram organizadas de forma que todas essas sequências só fossem rodadas depois que o ator completasse 18 anos. Francisco Miguez, intérprete de Mano, tem 15 anos.

2.  Nesse tópico, Inácio fala da aproximação do filme com seu público-alvo. Na minha opinião, essa deve ser a preocupação primeira de uma fita comercial.

3. Aqui, o crítico da Folha de São Paulo critica a previsibilidade das reações. Todas as campanhas políticas contam com a obviedade das reações dos seres humanos. Se fôssemos entidades totalmente imprevisíveis, os altos salários de marketeiros seriam um desperdício de dinheiro.
Vai me dizer que ninguém viu uma neo-hippie ficar com o cara de dreadlocks, ou a gótica se engraçar pelo sujeito de roupas pretas. A obviedade do ser humano está em todo lugar e até nos roteiros de cinema.
As surpresas estão no desenrolar dos acontecimentos. Só posso imaginar minha cara de espanto enquanto assistia à cena em que o pai de Mano assume sua homossexualidade para os filhos. Ou na pegadinha em que Pedro e sua namorada falam de aborto, mas é apenas um ensaio de peça de teatro.

4. Nesse tópico Inácio diz que Laís terá de escolher se é uma diretora comercial ou de mensagem. Analisando a filmografia da cineasta (que inclui Bicho de Sete Cabeças e Chega de Saudade), tenho bem claro que tal opção já foi feita por ela. Laís faz filmes altamente humanos, sobre a comunicação entre as pessoas e sem grandes ousadias na linguagem cinematográfica. Seus filmes são bem acessíveis para as pessoas que querem fitas emocionantes e bonitas.

5. Nesse ponto, Inácio compara As Melhores Coisas do Mundo com Woody Allen e David Lynch, um despropósito. As referências são outras! É o mesmo erro dos críticos que comparam Persépolis com Deu a Louca na Chapeuzinho só porque são duas animações. A maioria esmagadora do público de As Melhores Coisas do Mundo não conhece (ainda) esses dois grandes cineastas e a mensagem que eles mandam não é para a juventude.
Se for para avaliar os valores, as comparações precisam ser entre produções mais próximas. Por essa razão, é melhor traçar paralelos com Podecrer! e Meu Tio Matou um Cara. Se quiser explorar outros países, o francês Rindo à Toa e o seriado Anos Incríveis seriam boas opções.

6.  “(...) percebo que a LB tem essa capacidade de tornar seus personagens íntimos do espectador. Isso é uma virtude importante demais para ser desperdiçada pelo apego excessivo às convenções.”
Acho que um filme dirigido aos jovens que mostra que eles estão preocupadíssimos com sua sexualidade (sem ter de apelar para gravidez indesejada ou DST em busca de cenas que agradam pedagogos) e que eles usam drogas (sem que isso signifique a ruína de seu futuro) está longe de ser convencional no Brasil, um país que gosta de pagar de modernoso.

7. Mais uma comparação com Twin Peaks e uma crítica de que os vilões são apenas os fofoqueiros. Logo no começo, Mano faz uma caricatura de sua colega de classe e depois se arrepende de fazer parte do “Big Brother do mal” (o que para mim é pleonasmo). Carol beija seu professor e vê ele ser demitido, mas demora para admitir que foi sua culpa. Mano, guiado pelo ciúme, afunda ainda mais a imagem do professor. Uma das maiores virtudes de As Melhores Coisas do Mundo está em não ser maniqueísta. Todos estão passíveis de cometer erros, mas há espaço para arrependimento e reparação: uma mensagem muito importante para os adolescentes.

8. Inácio diz que Mano só aceita sua amiga lésbica porque seu pai se revelou homossexual. É reduzir demais a história do filme. Ele aproxima-se da amiga porque percebe que não faz sentido continuar alimentando aquele cenário de intrigas e brincadeiras de mal-gosto. A orientação sexual do pai teve influência, mas não foi algo tão simplista assim.

9.  Ele explica o nome de seu post As Coisas Simples da Vida, um filme de Edward Yang (Taiwan, 2000) sobre um pai de família que tem uma série de dificuldades. O meu título é uma frase do filme Na Natureza Selvagem, em que um jovem vai para o Alasca fugir da civilização. Se o espectador de As Melhores Coisas do Mundo vier a descobrir quem são Woody Allen e David Lynch, sem achar que eles são dois velhos chatos e curtir suas obras, terá de passar por outros filmes que formam um caminho para produções mais ousadas. Na Natureza Selvagem é um bom próximo passo.

Estreias da Semana



Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland) — Você tem um compromisso importante.

A Estrada (The Road)  — Em um momento, o mundo mudou para sempre.

X Os EUA x John Lennon (U.S. vs. John Lennon) — Músico. Humanitário. Ameaça nacional. 

Mais que o Máximo (Coco) — Uma grande festa, para fazer o mundo delirar. 

Sonhos Roubados — Os limites são mais frágeis quando os sonhos estão em jogo.

X Reestreia no Rio de Janeiro.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Top Bilheterias

Confira o ranking nacional das bilheterias

1. Chico Xavier
2. Como Treinar o Seu Dragão
3. Caçador de Recompensas
4. Uma Noite Fora de Série
5. As Melhores Coisas do Mundo
6. Dupla Implacável
7. Caso 39
8. O Livro de Eli
9. Zona Verde
10. Ilha do Medo

# Estreias
# Texto do site CinePop

Previsões novamente acertadas na última semana de liderança da produção espírita. A partir da próxima semana, começam os grandes blockbusters de Hollywood e Alice no País das Maravilhas certamente ficará em primeiro lugar.

Só há de se lamentar que a ótima animação Mary e Max não tenha conseguido se fixar na listagem.

Mais que o Máximo




Sinopse: Coco é um bem-sucedido empresário que gosta de muitas extravagâncias. Quando descobre ter um problema cardíaco, resolve antecipar a comemoração do Bar Mitzvá de seu filho.


Ficha Técnica
Mais que o Máximo (Coco)
Direção: Gad Elmaleh
Roteiro: Gad Elmaleh, Caroline Thivel
Elenco: Gad Elmaleh, Pascale Arbillot, Jean Benguigui, Manu Payet, Ary Abittan, Daniel Cohen
Duração: 95 minutos
País: França


“Eu sou mesmo exagerado”
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

A mudança repentina de classe social é um acontecimento que pode causar grandes mudanças no comportamento de uma pessoa. Por vezes, ricos decadentes se tornam amargurados e rebeldes, enquanto pobres emergentes não sabem como lidar com a riqueza repentina. O protagonista de Mais que o Máximo (Coco) é um exemplo extremo desse segundo grupo e seu exagero é uma das fontes de piada do filme.

Outras maneiras de rir da história desse excêntrico empresário estão nos diálogos e em algumas passagens de pastelão. Isso sem contar a direção de arte que abusa de cores berrantes no cenário, para destacar o estilo de vida de Coco.

A escolha das canções para a trilha também estão de acordo com os exageros que estrapolam a breguice. O estilo musical que mais remete a um colorido ofensivo é a disco music e há várias peças desse gênero musical animando o ritmo dessa comédia.

Os cinéfilos acostumados com o cinema francês de diretores renomados e discussões de temas profundos ficarão de nariz torcido para Mais que o Máximo. Essa produção é mais apropriada para quem está em busca de uma comédia mais convencional, de riso solto.

O direcionamento de público pode ser percebido pelos temas do roteiro. Os desafios do novo rico que é bem-sucedido profissionalmente, mas não consegue igualar os mesmos triunfos no âmbito pessoal já foi tratado por outras fitas. A diferença está no sotaque francês.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Blockbusters 2010

Depois da escassez que a greve de roteiristas causou nos lançamentos de cinema do ano passado, em 2010 há muitos mais blockbusters desembarcando nos cinemas. Para não deixar o leitor na mão, o CineDude organizou uma agendinha para você. As datas podem sofrer alterações no decorrer do ano, mas não é culpa nossa!


Mesmo com mais de 40 dias de atraso, podemos dizer que Alice no País das Maravilhas marca o início da alta temporada de lançamentos no circuito brasileiro de cinemas. Ainda em abril, há a estreia de Homem de Ferro 2, que limitará a exibição de Alice nas salas convencionais. A esperança do filme é fazer renda nas mais caras exibições em 3D.


Já em maio, as coisas começam a engrenar e logo na primeira semana há dois lançamentos marcantes. No dia 7 de maio, mais de 25 anos depois do original, o remake de Hora do Pesadelo promete matar as saudades dos fãs de Freddy Krueger. Outro filme que seria apenas mediano engrandeceu por ser o último trabalho de Heath Ledger: O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. Dia 14 será a estreia de Robin Hood, a quinta vez em que Russel Crowe e Ridley Scott trabalham juntos. Dia 21 de maio, quase 50 dias depois de estrear nos EUA e depois de já entrar em cartaz na Bósnia, Paquistão, Islândia e outros países; outro remake é lançado: Fúria de Titãs. Para fechar o mês, um agrado para as moças com a estreia de Sex and the City 2 no dia 28.


Junho já começa com o sucessor de Piratas do Caribe (pelo menos essa é a vontade do produtor Jerry Bruckheimer), a adaptação do game Príncipe da Pérsia no dia 3. No mesmo dia, Rodrigo Santoro estrela mais uma produção estrangeira, ao lado de Jim Carrey e Ewan McGregor em O Golpista do Ano. Em 11 de junho, a nostalgia oitentista aguarda ansiosamente por Esquadrão Classe A e os fãs de quadrinhos também terão motivos de expectativa pela adaptação de Kick-Ass. Depois do relançamentos dos dois filmes anteriores, Toy Story 3 chega no dia 25 de junho. Novamente o mês termina feminino, com a estreia de Eclipse (continuação de Crepúsculo e Lua Nova).


Os fãs de animação ficarão empolgados com o começo das férias de julho. Dia 2 chega aos cinemas Ponyo e no dia 9 é a vez da quarta aventura de Shrek. No final do mês, a PlayArte repara o erro da Europa Filmes e lança À Prova de Morte três anos depois do ano de produção. Ainda no dia 23, há a estreia de O Último Mestre do Ar, adaptado da série animada. Dia 30/7 é a vez da produção nacional VIPs, que promete ser bem engraçada.


Os remakes serão uma constante em 2010 e no dia 6 de agosto é a vez de ver a nova versão de Aprendiz de Feiticeiro. No dia 13, grandes nomes da comédia se reúnem em Gente Grande e grandes nomes da pancadaria se reúnem em Os Mercenários. No mesmo dia ainda tem a estreia de [REC] 2. Fãs de quadrinhos mais antigos aguardam pelo dia 20 para ver Jonah Hex na telona e o mês fecha com o polêmico lançamento de Karate Kid (que luta kung fu) no dia 27.


Com o sucesso de Chico Xavier, podemos esperar um grande acontecimento para a estreia de Nosso Lar, em 3 de setembro. Dia 10, o pessoal do Saturday Night Live lança MacGruber e o mês termina com sequências: Resident Evil 4 (17/9) e Wall Street 2 (24/9).


E as sequências continuam com tudo em outubro. Deu a Louca na Chapeuzinho 2 (1/10), Atividade Paranormal 2 (22/10) e Tropa de Elite 2 (ainda sem um dia certo no mês). Já dia 15 é a vez de Scott Pilgrim, outra adaptação de HQ e dia 29 mais uma promessa de blockbuster nacional: Bruna Surfistinha.


Em novembro, só dá Harry Potter 7: a primeira parte da conclusão da saga estreia dia 17. Fechando o ano, em dezembro são aguardados Crônicas de Nárnia 3 e para os mais fãs mais experientes Besouro Verde e Tron Legacy no dia 17.

domingo, 18 de abril de 2010

Agenda MG: CineIpoema

 

A CineIpoema – Mostra de Cinema de Ipoema chega, em sua primeira edição, à todo vapor. De 20 a 25 de abril a sétima arte desembarca em Ipoema – Distrito de Itabira, cenário aconchegante que mescla belezas naturais à receptividade do povo mineiro. Com ela, chega também um diverso itinerário audiovisual para abrilhantara cidade.

Para mais informações, visite o site oficial.

Filmes avaliados




O Contador de Histórias — Quanto vale um conto?

 Grilo Feliz e os Insetos Gigantes — Ele voltou para defender sua música.

O Menino da Porteiro — Toque o berrante, seu moço!




Orquestra dos Meninos — Ele viu na música uma oportunidade de mudar a comunidade.

Pequenas Histórias — Quem conta um conto, aumenta um ponto.

Zuzu Angel — O amor materno vai além de qualquer ditadura.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Estreias da Semana


O Caçador de Recompensas (The Bounty Hunter) — É apenas trabalho, nada pessoal. Talvez só um pouquinho...

Mary e Max (Mary and Max) — A amizade não conhece fronteiras.

As Melhores Coisas do Mundo — Na adolescência é quando tudo começa.

Vidas que se Cruzam (The Burning Plain) — O amor cura. O amor absolve. O amor fere.

Zona Verde (Green Zone) — Ele se cansou de apenas cumprir ordens.

Caçador de Recompensas






Sinopse: Milo é um caçador de recompensas que persegue foragidos da Justiça. Sua próxima missão é prender Nicole, sua ex-mulher.


Ficha Técnica
Caçador de Recompensas (The Bounty Hunter)
Direção: Andy Tennant
Roteiro: Sarah Thorp
Elenco: Jennifer Aniston, Gerard Butler, Christine Baranski, Jeff Garlin, Siobhan Fallon
Duração: 110 minutos
País: EUA


“No surprises”
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: trailer)

Uma comédia romântica onde um casal que aparentemente se odeia é obrigado a passar algum tempo junto. O resultado desse encontro forçado é bem fácil de se prever. Basta dizer que o diretor Andy Tennant (Um Amor de Tesouro) não é muito fã de surpreender seu público.

Já pelo elenco também é possível prever algumas coisas. Gerard Butler repete sua atuação como o machista gostosão que vimos em A Verdade Nua e Crua. Por outro lado, o que falar de Jennifer Aniston? Uma mulher que não tem a capacidade sequer de mudar o penteado da época de Friends não está disposta a se esforçar para mostrar algo de diferente na tela...

Toda a ação do filme só consegue se desenvolver por causa do número cada vez maior de pessoas perseguindo o casal. Alguns desses antagonistas são mais engraçados e outros querem ser levados mais a sério. Com uma variedades de obstáculos, não se pode dizer que o filme seja parado.

Uma crítica mais pontual deve ser feita ao personagem Stewart, colega de trabalho apaixonado por Nicole. Ele é retratado como uma pessoa ridícula, usando roupas esquisitas e portando um bigode antiquado. Até aí, tudo bem. Estamos em uma comédia e tal manobra é válida para arrancar algumas risadas.

O problema aparece quando o rapaz dirige um desses novos carros compactos, menos poluentes e que ocupam menos espaço no trânsito caótico das metrópoles. Em uma época de consciência ambiental, os grandalhões Humvees é que deveriam ser mostrados como inúteis e ridículos. Ou melhor, não condicionar ao carro a personalidade do sujeito.


quinta-feira, 15 de abril de 2010

Zona Verde



Sinopse: Após um série de missões fracassadas, o sub-tenente Roy Tomas desconfia que há algum erro na inteligência norte-americana a respeito das armas de destruição em massa no Iraque. Isso o levará a um mundo de conspirações e jogo de poder político.


Ficha Técnica
Zona Verde (Green Zone)
Direção:
Paul Greengrass
Roteiro:
Brian Helgeband
Elenco:
Matt Damon, Yigal Naor, Amy Ryan, Greg Kinnear, Brendan Gleeson
Duração:
115 minutos
País:
EUA, França, Espanha, Reino Unido


 por Guilherme Kroll Domingues

(Spoilerômetro: )

O cinema sempre representou o militarismo norte-americano de maneira ambígua. Em alguns momentos o exalta, como em Rambo III ou Bradock, em outros o crítica. Essa crítica pode ser tola como a feita em Avatar ou psicológica e humana como em Guerra ao Terror. Mas a questão é que cada vez mais a linguagem cinematográfica se levanta contra os terrores das guerras, deixando para um passado de Guerra Fria, os momentos de exaltação aos tiros e desmandos norte-americanos.

Paul Greengrass teve seu aprendizado cinematográfico forjado em documentários sobre zonas de guerra, nos quais mostrava as pessoas e lugares afetados por conflitos armados. É um diretor que tem afeto por esse tipo de tema. Mesmo após enveredar pelos caminhos da ficção, sobretudo com os dois sucessos Supremacia Bourne e Ultimato Bourne, encontrou tempo para fazer o ótimo Vôo United 93, um filme baseado em um fato, mas imaginando como as pessoas se comportaram dentro daquele avião que não atingiu seu alvo no fatídico 11 de Setembro.

Em Zona Verde (Green Zone), novamente Greengrass se baseia na realidade para fazer uma obra de ficção. Dessa vez o alvo é a Guerra do Iraque é o que motivou ela: as supostas armas de destruição em massa que nunca foram encontradas.

Baseado no livro A Vida Imperial na Cidade Esmeralda (que por enquanto só foi editado em português de Portugal), Greengrass critica avidamente os motivos que iniciaram e que mantiveram a Guerra do Iraque, focando nas personagens humanas, tanto nos soldados americanos quanto nos civis iraquianos.

Por isso ninguém vai encontrar um novo Bourne nesse longa, apesar do mesmo time dos dois últimos filmes do personagem. Roy Miller, personagem de Matt Damon, é na verdade, uma espécie de anti-Bourne: ele sabe exatamente quem é e o que precisa fazer. Nesse papel, se a atuação de Damon não é digna do Oscar, mas pelo menos segura bem.

A direção de Greengrass é extremamente competente. Ao mesmo tempo que amarra perfeitamente todas as diversas pontas do roteiro, que incluem política, extorsão, imprensa, hierarquia militar entre outras coisas, consegue inserir empolgantes cenas de ação, sobretudo de perseguição. A edição eficiente e ágil aproxima o filme de um videoclipe: nenhum plano dura mais do que alguns segundos. A única assinatura do diretor que incomoda este resenhista é a câmera no ombro, que deixa a imagem tremendo um pouco.

Em resumo, Zona Verde é um filmaço que vai agradar a fãs de filmes de ação, do diretor e pessoas que enxergam os acontecimentos no Oriente Médio com senso crítico.

  

As Melhores Coisas do Mundo




Sinopse: Mano é um adolescente típico que estuda em uma escola típica. Sua vida fica mais difícil quando seus pais decidem se separar.


Ficha Técnica
As Melhores Coisas do Mundo
Direção: Laís Bodanzky
Roteiro: Luiz Bolognesi
Elenco: Caio Blat, Paulo Vilhena, Francisco Miguez, Gabriela Rocha, Denise Fraga, Fiuk, Gustavo Machado, José Carlos Machado, Gabriel Illanes, Julia Barros
Duração: 107 minutos
País: Brasil


Verdade em primeiro lugar
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

A Retomada do cinema brasileiro aconteceu de forma muito mais lenta e tardia para os jovens espectadores. Em 2002, Jorge Furtado estreia na direção de longa-metragens com Houve uma Vez Dois Verões e – com outros filmes – permanece praticamente isolado no gênero até 2007, quando Podecrer! mostra a juventude dos anos 80 em uma produção agradável para os adolescentes de hoje.

Finalmente, com As Melhores Coisas do Mundo, os paulistas podem se juntar aos gaúchos e cariocas com cinematografia contemporânea voltada para os jovens. Para quem está acostumado com Malhação, o único ponto de encontro está na presença de Fiuk no elenco. As rodadas de suco no bar somem e a primeira cena do filme se passa em um prostíbulo.

Retratando uma fase da vida em que os estudos deveriam ser a única preocupação, a história da fita mostra que a teoria é bem diferente da prática. Uso de drogas e fixação por sexo (além de depressão e outros conflitos) fazem parte sim da vida do jovem brasileiro, sem que isso signifique necessariamente em um futuro arruinado.

Para o bem ou para o mal, essa é a verdade da classe média e tentar mascarar isso com dramaturgias pudicas é, no mínimo, hipocrisia. Claro que esse não é o único assunto da As Melhores Coisas do Mundo, mas sua presença é prova a coragem do roteiro e gera identificação no público-alvo.

Outro fator que soma valor a produção são os diálogos sinceros, que facilitam o trabalho do elenco, formado majoritariamente por estreantes. Já os atores mais experientes, por outro lado, dão um show de interpretação, com destaque para os pais do protagonita.

Depois que os adolescente conseguem se enxergar na tela (pelas situações, personagens, cenários e falas), fica muito mais fácil agradar. Para isso, o filme conta com uma mescla de cenas engraçadas, ao lado de outras bem emocionantes. Risos e lágrimas só podem conviver lado a lado em bons filmes.


Vidas que se Cruzam




Sinopse: Gina morre em um incêndio enquanto encontrava-se com seu amante. Os filhos dos dois começam a se envolver depois do acontecido. Nos EUA, Sylvia evita manter relacionamentos duradouros por esconder uma mágoa no seu passado.


Ficha Técnica
Vidas que se Cruzam (The Burning Plain)
Roteiro e Direção: Guillermo Arriaga
Elenco: Charlize Theron, Kim Basinger, Jennifer Lawrence, José María Yazpik, Joaquim de Almeida, Tessa Ia , Diego J. Torres, J.D. Pardo, Danny Pino
Duração: 107 minutos
País: EUA, Argentina


Zona de conforto
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: trailer)

Guillermo Arriaga alcançou fama internacional pelos roteiros de Amores Brutos, 21 Gramas e Babel; todos dirigidos por Alejandro González Iñárritu. Essa trilogia contava com a estrutura de tramas paralelas que se convergiam para o final, explicitando suas ligações.

Depois disso, a parceria foi desfeita e Arriaga escreveu o roteiro de O Búfalo da Noite. A maioria dos leitores vai se perguntar: O Búfalo do que? Pois é, essa tentativa não foi das mais bem-sucedidas da carreira dele. Para tentar voltar a ter prestígio, Arriaga voltou correndinho para a receita batida que o lançou ao estrelato e escreveu e dirigiu Vidas que se Cruzam (The Burning Plain).

O título em português é bem genérico, mas serve bem para resumir a fórmula segura de Guillermo. Mais uma vez temos o multiplot com final que conecta tudo, e mais uma vez pelo menos uma das histórias se passa em terreno latino. Há uma diferença sutil entre assinatura artística e falta de criatividade... e covardia dramática.

O que se pode ressaltar de Vidas que se Cruzam é o elenco. Os atores famosos entregam-se aos seus personagens de tal modo que é bem provável que se odeie Sylvia: a moça parece ser viciada em uma crise e não parece esforçada em ser feliz, ou animada o suficiente para se suicidar de uma vez. Os atores mais desconhecidos não ficam atrás e mostram seus talentos, perfazendo o que há de mais saboroso nesse filme.


quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Estrada





Sinopse: Em um futuro pós-apocalíptico, um homem segue com seu filho em direção ao sul. A esperança deles é que no litoral mais quente achem melhores condições de vida.


Ficha Técnica
A Estrada (The Road)
Direção: John Hillcoat
Roteiro: Joe Penhall
Elenco: Viggo Mortensen, Kodi Smit-McPhee, Charlize Theron
Duração: 111 minutos
País: EUA


Apocalipse humano
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

O fim do mundo é um assunto que inquieta o homem e isso se reflete na produção cinematográfica. Próximo da virada do milênio, o enfoque explorado era o religioso. Por isso, filmes como Stigmata e O Fim dos Dias (ambos de 1999) inundaram o circuito de cinema na ocasião.

Atualmente, com o aquecimento global e fenômenos naturais que dizimam milhares de vida de uma só vez, a preocupação recai sobre os possíveis sobreviventes de um cataclismo. E os filmes novamente espelham esse raciocínio. O cenário desolado pode servir para abrigar cenas de ação (O Livro de Eli), ou discutir os desdobramentos sociais (Ensaios sobre a Cegueira) e psicológicos (Eu Sou a Lenda) dessa situação. A Estrada (The Road) é o mais novo título a integrar a lista da distopia e segue a linha dos dois últimos exemplos.

Por ter uma criança entre seus personagens, a emoção é aumentada. A atuação de Viggo Mortensen (Um Homem Bom) é apenas mais um catalisador para que o público sofra junto com o pai e filho do enredo. Para se ter uma noção do peso da história, o protagonista tem bem claro em sua mente o fato de que um dia não haverá outra saída senão o suicídio de ambos.

Com roteiro baseado no livro homônimo de Cormarc McCarthy, pode-se esperar um desfecho fora do convencional. A boa notícia é que o final não é tão broxante quanto à última cena de Onde os Fracos não Têm Vez, outra adaptação cinematográfica do mesmo autor.




Dudeshop:
• Livro A Estrada, de Cormarc McCarthy (Ed. Alfaguara)

Agenda SP: Whisky Festival

No período de 15 de abril a 27 de maio acontecerá o Whisky Festival no Belas Artes. Serão oito filmes apresentados sempre às quintas-feiras, todos eles de alguma forma relacionados à Escócia.

Nesta quinta, dia 15, será a abertura do festival com sessão dupla formada pela reprise de Apenas Um Beijo, de Ken Loach, e pelo inédito O Amor e Outras Delícias, de Prathiba Parmar, às 19h30 e 21h30, respectivamente. Evento não indicado para menores de 18 anos.

Programação

A Inglesa e o Duque (22/4)
Eduardo II (29/4)
O Sonho de Cassandra (6/5)
P.S. Eu Te Amo (13/5)
Riff-Raff (20/5)
Morte no Funeral (27/5)

Whisky Festival
Quando? de 15/4 a 27/5, com sessões às 21h30
Onde? Belas Artes (Rua da Consolação, 2423) – Tel.: 3259-6341
Quanto? R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Top Bilheterias

Confira o ranking nacional das bilheterias

1. Chico Xavier
2. Como Treinar o Seu Dragão
3. Uma Noite Fora de Série
4. Dupla Implacável
5. Caso 39 X
6. O Livro de Eli
7. Ilha do Medo
8. Um Sonho Possível
9. Atraídos pelo Crime
10. Surpresas em Dobro

# Estreias
X Texto do site CinePop

Continuando sua boa performance nas bilheterias, o medium mineiro permanece na liderança. Na próxima semana deve acontecer algo parecido com agora: várias estreias dividem o público e o líder permance absoluto.


No Meio do Rio, entre as Árvores


Filme exibido no É Tudo Verdade 2010.


Sinopse: Documentário sobre populações que vivem no Alto Rio Solimões, no Amazonas, realizado, em parte, por eles próprios com a ajuda da produção do filme.


Ficha Técnica
No Meio do Rio, entre as Árvores
Direção e Roteiro: Jorge Bodanzky
Elenco: -documentário-
Duração: 70 minutos
País: Brasil




 por Marcelo Rafael

(Spoilerômetro: )

Para a maioria dos brasileiros, a Amazônia ainda é um recanto longínquo, terra de mistérios, de índios e de animais selvagens. Isso em termos de experiência pessoal; nada que não tenha sido visto no cinema, na TV, na internet. Os cidadãos urbanos conhecem a mata. E os cidadãos da floresta sabem o que são as “modernidades” da cidade. Os povos de lá (ou “daqui”, depende de onde se está lendo isso, graças à ubiquidade da internet), sejam ribeirinhos ou tribos indígenas, sabem como é a vida na “cidade grande”.
É preciso ter isso em mente quando se faz cinema. Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão já não são suficientes pra abarcar o tema desde que os irmãos Villas-Boas fundaram e estudaram o Parque Indígena do Xingu, em 1961.

Este é o problema de No Meio do Rio, entre as Árvores, de Jorge Bodanzky, que, desde o início, parte da premissa de documentar, do ponto de vista dos próprios amazonenses, o dia-a-dia de comunidades que vivem longe das sedes de seus municípios, ligando-se a eles apenas por via náutica, pelos os rios da região.
Na era da internet, quando índios do Xingu andam de moto e outros em diferentes comunidades começam a acessar a rede mundial de computadores, é preciso ter a humildade de não subestimar as populações ribeirinhas e achar que um notebook e uma câmera digital são a faca e o espelho dos portugueses de 500 anos atrás.

São mundos diferentes, ok. Cidade grande e floresta. Percebe-se isso pelas cenas do escovar dos dentes à beira do rio, pela nomeação, por duas crianças, de todos os peixes que pescaram, pelo relato de um jovem sobre seu encontro com uma onça na adolescência, do qual escapou ileso. Mas, do mesmo modo que os habitantes da cidade sabem disso, os habitantes da floresta sabem o que é água encanada e bala perdida. Sabem o que são cinema, fotografia e computador, mesmo sem terem estado à frente de qualquer um desses. Assim, fica estranho ver o operador de câmera falar a uma plateia que faz “cara de paisagem” e perguntar-lhes, como se falasse a crianças, se todos sabem o que é cinema.

Nem a tentativa de metalinguagem, uma vez que uma parte do documentário foi filmada pelos próprios ribeirinhos após terem aprendido como usar o equipamento, salva o filme da falta de um roteiro conciso, claro. Alguns temas abordados – como a preservação dos tracajás, a questão da saúde e a falta de apoio financeiro sentida pelos voluntários que ajudam as comunidades com a preservação do meio-ambiente – são mal retratados, inseridos subitamente, quase como flashes da vida na Bacia Amazônica. Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo provou que, mesmo com recortes e cenas soltas, é possível fazer uma história acontecer.

No caso de No meio do rio..., uma cena sucede à outra. E assim o documentário caminha, como um clipe longo sobre o modus vivendi da Amazônia. Nada que um Globo Rural, um A’uwê (TV Cultura) ou da própria TV Navegar (projeto da qual faz parte o vídeo) já não tenham apresentado de forma mais aprimorada.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estreias da Semana


X Aproximação (Disengagement) — Você nunca se separa de seu passado.

X Caso 39 (Case 39) — Trazer alguém novo para sua vida é perigoso.

Dupla Implacável (From Paris With Love) — Dois agentes. Uma cidade. Sem perdão.

Uma Noite Fora de Série (Date Night) — Um casal comum e uma mentirinha de nada...

Nos Embalos da Disco (Disco) — A disco está de volta. Para Didier, ela nunca acabou!

A Riviera não É aqui (Bienvenue chez les Ch'tis) — Ele entrou numa fria.

X Reestreia em Curitiba e Salvador.
X Texto do site CinePop.

Nos Embalos da Disco




Sinopse: Didier é um aficionado pela música disco e volta a dançar por causa de um concurso. O prêmio é uma viagem para a Austrália, e para Didier essa é a chance de se aproximar de seu filho.


Ficha Técnica
Nos Embalos da Disco (Disco)
Direção: Fabien Onteniente
Roteiro: Fabien Onteniente, Philippe Guillard, Franck Dubosc, Emanuel Booz
Elenco: Franck Dubosc, Emmanuelle Béart, Gérard Depardieu, Samuel Le Bihan, Abbes Zahmani
Duração: 103 minutos
País: França

Direto do túnel do tempo
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

Sempre que queremos voltar para as pistas de dança coloridas iluminadas pelo globo espelhado para curtir as músicas disco, é possível encontrar uma festa que relembre os sucessos do passado. Para o protagonista de Nos Embalos da Disco (Disco), a coisa não funciona da mesma maneira, já que ele nunca saiu do começo da década de 1980.

O filme segue a linha de raciocínio de seu personagem principal e abusa da estética cafona associada a esse gênero musical. Os figurinos e os cenários são ofensivamente coloridos e concedem mais graça para essa comédia francesa. Parte da carga cômica se apoia na mesma premissa de Letra e Música: como as coreografias que eram aplaudidas no passado tornam-se ridículas nos dias atuais, em que os passos de dança são bem diferentes.

A trilha musical é contagiante e aproveita grandes intérpretes do passado, com canções de Donna Summer e Earth, Wind & Fire. No entanto, outros hinos da disco são usados na trilha em regravações executada por intérpretes desconhecidos. Essa reciclagem de hits pode ser frustrante para os fãs das músicas originais, mas o ritmo continua o mesmo.

O roteiro segue uma linha bem previsível na maior parte do tempo e os conflitos podem ser percebidos pelo público antes que aconteçam na tela. Por outro lado, o desfecho é bem mais corajoso, com surpresas e deixando algumas questões abertas para que sejam completadas pela imaginação do espectador.


Uma Noite Fora de Série



Sinopse: Um casal quarentão que mora no subúrbio e tem dois filhos segue o ritual de uma vez por semana sair para jantar. A rotina e o cansaço tornam esses encontros entediantes. Um dia, ao saberem da separação de amigos, decidem fazer algo mais emocionante e roubam uma reserva de mesa em um restaurante chique. O que eles não sabem é que o casal da reserva está envolvido com a máfia nova-iorquina.

Ficha Técnica
Uma Noite Fora de Série (Date Night)
Direção: Shawn Levy
Roteiro: Josh Klausher
Elenco: Steve Carell, Tina Fey, Mark Wahlberg, Mila Kunis
Duração: 88 minutos
País: EUA


  por Flávia Yacubian

(Spoilerômetro: )

Uma Noite Fora de Série (Date Night) traz o casal de maior sucesso da atualidade na comédia televisiva: Tina Fey e Steve Carell, mais conhecidos como Liz Lemon e Michael Scott. Em 30 Rock, Fey está acostumada a dividir a tela com outro bom comediante, mas Carell, apesar do ótimo elenco de The Office, reina sozinho. Em Uma Noite... Carell predomina, mas só de leve, a química funciona e os dois, juntos, compõem a mola propulsora do filme.

Na onda de Simplesmente Complicado, Uma Noite... mostra uma comédia romântica diferente, destinada a um público um pouco mais velho, sem ser estrelada por jovenzinhos. Mas, os mais jovens se sentirão atraídos pelo filme graças a algumas escatologias, um pouco de ação e um besteirol de fundo. É interessante notar como o talento dos atores e um diálogo razoável consegue passar das besteiras para momentos sensíveis de forma natural. Essa mistureba de gêneros é especialidade do diretor, Shanw Levy, responsável por grandes bilheterias como a franquia Uma Noite no Museu 2, além de A Pantera Cor-de-Rosa, Doze é demais e Recém-Casados e outros blockbusters.

Para quem esperava que com elenco tão divertido, cheio de participações especiais (não vou colocar todas pra não estragar a surpresa), algo surpreendente aconteceria pode se decepcionar. O filme não é, e em sua defesa, nem pretende ser a vanguarda da comédia. Uma Noite... é uma comédia leve, popular, pontuada pelo romantismo na meia-idade. Para quem deseja se divertir, sem grandes pretensões, é o filme ideal.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Agenda SP: Festival SESC Melhores Filmes

O mais antigo festival de cinema da cidade de São Paulo, o Festival SESC Melhores Filmes 2010 chega com novidades em sua 36ª edição. Com 315 filmes concorrentes, sendo 85 títulos nacionais (incluindo 56 documentários e quatro coproduções), as melhores produções de 2009 foram votadas por críticos de todo o país e júri popular, e os vencedores serão exibidos entre 08 e 29 de abril.

Em 07 de abril, será realizada a noite de premiação - a partir das 20h30 - com apresentação do jornalista da TV Cultura, Cunha Jr. Os melhores filmes foram eleitos por mais de 12 mil votos do público e mais de 70 críticos de todo o território nacional em seis categorias nacionais e quatro internacionais. Os vencedores irão receber o prêmio idealizado pelo artista Emanuel Araújo.

No total, o Festival exibirá 36 filmes, sendo 20 internacionais e 16 nacionais. Confira o site oficial.


Filmes avaliados


500 Dias com Ela ((500) Days of Summer) — Essa não é uma história de amor. É uma história sobre amor.

À Deriva — Tudo ao mesmo tempo agora.

Abraços Partidos (Los abrazos rotos) — Amores inesquecíveis, nem que se feche os olhos.

Amantes (Two Lovers) — Às vezes deixamos tudo para trás para podermos nos encontrar.

Anticristo (Antichrist) — Quando a natureza torna-se maligna, o verdadeiro terror espera.

Avatar — Entre em um novo mundo.


Bastardos Inglórios (Ingloroius Basterds) — Era uma vez, na França ocupada por nazistas...

Besouro — Um capoeirista que virou lenda. E herói.

Cidadão Boilesen — Os militares não são os únicos vilões quando o assunto é ditadura.

Deixa Ela Entrar (Låt den rätte komma in) — O primeiro amor nunca foi tão sangrento...

Desejo e Perigo (Se, jie) — Mantenha seus inimigos mais próximos.

Divã — Para mudar sua vida, é preciso dar o primeiro passo.


É Proibido Fumar — Qual o seu vício?

Entre os Muros da Escola (Entre les murs) — Educar os jovens é uma missão divina.

A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of the Dinosaurs) — Problemas maiores e pré-históricos.

Ervas Daninhas (Les herbes folles) — No desejo, não há coincidências.

A Festa da Menina Morta — Os limites da fé e do humano.

Gran Torino — Ele acabou se tornando um forasteiro em seu próprio lar.


Jean Charles — Eles não sabiam o que iriam encontrar.

Julie e Julia (Julie & Julia) — Duas histórias apetitosas.

Loki – Arnaldo Baptista — A mente por trás da genialidade de Os Mutantes.

Milk – A Voz da Igualdade (Milk) — Sua vida mudou a história. Sua coragem mudou vidas.

Moscou — Dos palcos para a tela.

A Onda — Experimente o nazismo.


A Partida (Okuribito) — O presente das últimas memórias.

Polícia, Adjetivo (Politist, Adjectiv) — O trabalho de um policial é mais difícil do que parece.

Se nada mais Der Certo — Eles não tinham nada a perder.

Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei — Nem vem quen não tem...
 
Valsa com Bashir — Explorando os fantasmas do passado.
 
Up – Altas Aventuras — Eles tinhas sonhos que os levaram às alturas.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Top Bilheterias

Confira o ranking nacional das bilheterias

1. Chico Xavier
2. Como Treinar o Seu Dragão
3. O Livro de Eli
4. Ilha do Medo
5. Um Sonho Possível
6. Atraídos pelo Crime
7. Surpresas em Dobro
8. Simplesmente Complicado
9. Cadê os Morgans?
10. Percy Jackson e o Ladrão de Raios

# estreias

O medium mineiro superou todas as expectativas e previsões batendo recorde de bilheteria: quase 600 mil pessoas foram ver Chico Xavier em apenas três dias de exibição. O fato de sexta ter sido feriado favorece os números, mas trata-se de uma marca a ser celebrada. A média por sala também é impressionante, cerca de 1500 expectadores por cópia. O circuito de exibição deve ser ampliado e a liderança nacional permancerá na próxima semana.

Sede de Sangue, John Lennon e Duendes da Morte, com estreias restritas, não aparecem no ranking.

Os Famosos e os Duendes da Morte





Sinopse: Um jovem que mora no interior do Rio Grande do Sul não vê a hora de conseguir sair de sua pequena cidade-natal. Seu sonho é ir para uma metrópole e assistir a um show de Bob Dylan.



Ficha Técnica
Os Famosos e os Duendes da Morte
Direção: Esmir Filho
Roteiro: Ismael Caneppele, Esmir Filho
Elenco: Ismael Caneppele, Tuane Eggers, Henrique Larré
Duração: 101 minutos
País: Brasil, França


"Too dead for dreaming"
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: )

Felizmente o cinema brasileiro está em fase de crescimento, tanto em linguagem quanto em popularidade. Mesmo assim, alguns vícios teimam em assombrar nossa produção. Os Famosos e os Duendes da Morte é um exemplo de título que não explica a que o filme veio e o cartaz não colabora para completar a mensagem. Pelo menos esse nome é mas atraente do que Narradores de Javé...

Para esclarecer as coisas para quem ficou confuso com o título, os temas dessa fita são, entre outros, a solidão e a depressão na juventude contemporânea. O roteiro mostra que os mesmos meios de comunicação que estreita os contatos entre os seres humanos podem acabar por criar pequenas fissuras ou grandes abismos entre as pessoas.

Para lidar com questões tão complexas, a juventude do século XXI achou formas novas de se expressar e, assim, exorcizar alguns demônios que vivem dentro de nós (os tais duendes da morte). Os vídeos intimistas que podem ser vistos online e os blogs são os exemplos de expressão apresentados no filme.

No entanto, se Os Famosos e os Duendes da Morte for avaliado como uma história com personagens jovens, falta sinceridade nos diálogos. Com tantas cenas psicológicas e conversas profundas, faltam momentos que exploram a inocência e a espontaneidade dessa faixa etária. Apenas alguns lampejos podem ser conferidos nas conversas do protagonista com seu melhor amigo.

Grande parte da duração do filme é dedicada a momentos de reflexão e cenas em que o visual fala mais do que as palavras. Por conta disso, o ritmo é lento, mas se pode prestar mais atenção aos belos trabalho nas áreas de fotografia e som.

O cinema brasileiro pode até emplacar alguns blockbusters todo ano, mas tais vitórias só podem ser celebradas enquanto conseguirmos realizar filmes como esse.
 



Dudeshop:
• Livro Os Famosos e os Duendes da Morte, de Ismael Caneppele (Ed. Iluminuras)

domingo, 4 de abril de 2010

Agenda SP: Kung Fu Cinema

A mostra Kung Fu Cinema – O Cinema de Ação de Hong Kong apresenta um panorama do cinema de artes marciais da China e de Hong Kong, sua evolução e a influência que exerceu sobre o cinema de ação no mundo, principalmente, o estadunidense. Estabeleceu-se como gênero e influenciou diretores importantes como Quentin Tarantino e os Irmãos Wachowski. 

As sessões acontecem no Centro Cultural São Paulo (Av. Vergueiro, 1.000) de 6 a 22 de abril. Alguns filmes são indicados para maiores de 16 anos e os ingressos gratuitos devem ser retirados com uma hora de antecendência. Todas as projeções têm suporte em DVD.

 
Programação
 
 
Os Cinco Superlutadores
Dia 6, 16h.
Dia 22, 18h

A Fúria do Dragão
Dia 6, 18h

O Templo Shaolin
Dia 6, 20h.
Dia 22, 16h

O Mestre Invencível
 Dia 7, 16h.
Dia 20, 20h

Arrebentando em Nova Iorque
Dia 7, 18h

Quem sou eu?
Dia 7, 20h

Iron Monkey
Dia 8, 16h.
Dia 20, 18h

Batalha de Honra
Dia 8, 18h.
Dia 20, 16h

Era uma Vez na China 2
Dias 8 e 22, 20h

Lutar ou Morrer
Dia 9, 16h.
Dia 14, 20h

O Mestre das Armas
Dia 9, 18h.
Dia 15, 16h

O Tigre o Dragão
Dia 9, 20h.
Dia 16, 18h

Herói
Dia 10, 16h.
Dia 15, 18h

O Clã das Adagas Voadoras
Dia 10, 18h.
Dia 15, 20h

Matrix
Dias 10 e 16, 20h

Comando Final
Dias 11 e 14, 16h

Ip Man
Dia 11, 18h.
Dia 13, 20h

Flashpoint
Dia 11, 20h.
Dia 14, 18h

Ong Bak 2
Dia 13, 16h.
Dia 21, 18h

Chocolate
Dia 13, 18h.
Dia 21, 16h

Kung Fu Panda
Dias 16 e 18, 16h

Kill Bill Volume 1
Dia 17, 16h.
Dia 18, 18h

Kill Bill Volume 2
Dia 17, 18h.
Dia 18, 20h

Besouro
Dia 17, 20h20.
Dia 21, 20h

Agenda SP: É Tudo Mentira – Volume 2

Inspirado na realização da 15ª edição do festival de documentários É Tudo Verdade, que ocorre na cidade entre os dias 8 e 18 de abril, o Cine Olido (Av. São João, 473 – Centro) exibe É Tudo Mentira, mostra que reúne produções as quais possuem a enganação, o disfarce e o embuste como argumentos fundamentais nas narrativas.

Alguns filmes são indicados para maiores de 12 anos e os ingressos custam R$ 1,00.


Programação


Plastic City – Cidade de Plástico
Dias 6, 8, 14, 17, 21 e 22, 15h
Dias 13, 15 e 20, 19h30
Dias 7 e 18, 17h.
Dia 10, 17h30

Borat
Dia 6, 17h

Uma Babá quase Perfeita
Dia 6, 19h30

Recontagem
Dia 7, 15h

Peixe Grande
Dia 7, 19h30

O Auto da Compadecida
Dia 8, 17h

Prenda-me se For Capaz
Dia 8, 19h30

Zelig
Dia 9, 15h

Verdades e Mentiras
Dia 9, 17h

O Amigo Americano
Dia 10, 19h30

O Sol por Testemunha
Dia 11, 15h

O Homem que Copiava
Dia 11, 17h

Primavera para Hitler
Dia 13, 15h

O Talentoso Ripley
Dia 13, 17h

Forrest Gump
Dia 14, 17h

O Show de Truman
Dia 14, 19h30

Tootsie
Dia 15, 15h

Quanto mais Quente Melhor
Dia 15, 17h

Fargo
Dia 16, 15h

A Dama de Shangai
Dia 16, 17h

Fahrenheit 9/11
Dia 17, 17h

Golpe de Mestre
Dia 17, 19h30

Negócios à Parte
Dia 18, 15h

Os Imorais
Dia 20, 15h

Os Safados
Dia 20, 17h

Batman – O Cavalero das Trevas
Dia 21, 17h

Pinóquio
Dia 21, 19h30

Bruno
Dia 22, 17h

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Estreias da Semana


Atraídos pelo Crime (Brooklyn’s Finest) — Todo homem tem seu momento de verdade.

Chico Xavier — Ele dedicou sua vida para iluminar muitas outras.

Os EUA x John Lennon (U.S. vs. John Lennon) — Músico. Humanitário. Ameaça nacional.

Os Famosos e os Duendes da Morte — Acesso é a chave.

Pecados da Carne (Einaym Pkuhot) — O amor deles nasceu no pior cenário possível.

Sede de Sangue (Bakjwi) — Todo sacrifício não parece ser suficiente.

Surpresa em Dobro (Old Dogs) — A vida não é à prova de crianças.

Agenda RJ: Maratona de Cinema


Sexta Santa tem Marantona!
Quando? sexta (2/4) a partir das 23h
Quanto? Ingressos por R$20,00
Onde? Odeon Petrobras – Praça Floriano, 7

Programação

23h – Abertura do cinema

23h20 – Dupla Implacável

• Lounge com o dj jorge lz

2h – Mary and Max 

• Lounge com o dj jorge lz

4h15 – Soul Kitchen

• Bolo e café

Mary e Max






Sinopse: Nos anos 1970, Mary é uma menina australiana sem amigos. Ela resolve esse problema quando começa a trocar cartas com Max, um homem solitário de Nova York.


Ficha Técnica
Mary e Max (Mary and Max)
Roteiro e Direção: Adam Elliot
Elenco: Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Eric Bana, Barry Humphries, Bethany Whitmore
Duração: 92 minutos
País: Austrália


A força da amizade
 por Edu Fernandes

(Spoilerômetro: trailer)

No cinema, alguns temas são um tiro certeiro para fazer a plateia cair em lágrimas. Uma dessas táticas infalíveis é explorar a amizade entre uma menina e um homem com problemas mentais. Que os lenços usados nas sessões de Uma Lição de Amor (2001) e O Poder da Emoção (1998) sejam minhas evidências definitivas!

Baseado em uma história real, Mary e Max (Mary and Max) é mais um exemplo de como essa relação entre personagens tão diferentes pode resultar em um roteiro tocante e emocionante. A comunicação por cartas é um bônus, deixando tudo com um ar mais romântico e um tanto mágico.

A animação em stop-motion tem dois países como cenário e a direção de fotografia e arte fazem um trabalho dos mais competentes para diferenciá-los. Na opressora Nova York, tudo tem um ar cinzento, enquanto que as cenas na Austrália são um pouco mais leves: a vizinhança de Mary tem uma paleta de cores em belos tons de sépia.

Com um visual desse e tratando de temas como solidão, depressão e aceitação; é possível perceber que essa produção não é voltada para o público infantil, apesar da fofura que é a imagem de Mary. Contudo, nunca é demais avisar.

Já para os adultos que apostarem suas emoções nessa linda história de amizade, os ganhos serão imensos. Uma trilha musical graciosa, um roteiro cativante e uma direção equilibrada fazem a receita lacrimosa perfeita.